Alejandra Pizarnik
sexta-feira, 21 de junho de 2024
sexta-feira, 14 de junho de 2024
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024
quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
terça-feira, 26 de dezembro de 2023
"Qué fácil callar, ser serena y objetiva con los seres que no me interesan verdaderamente, a cuyo amor o amistad no aspiro. Soy entonces calma, cautelosa, perfecta dueña de mí misma. Pero con los poquísimos seres que me interesan… Allí está la cuestión absurda: soy una convulsión. De allí proviene mi imposibilidad absoluta para sustentar mi amistad con alguien mediante una comunicación profunda y armoniosa. Tanto me doy, me fatigo, me arrastro y me desgasto que no veo que instante de liberarme de esa prisión tan querida. Y si no llega mi propio cansancio, llega el del otro, hastiado ya de tanta exaltación y presunta genialidad, y se va en busca de alguien que es como soy yo con la gente que no me interesa."
Alejandra Pizarnik, Diarios
domingo, 3 de dezembro de 2023
«Dolor. Dolor de ser. Dolor de amar y de no ser amada. Dolor de la noche acariciándome los cabellos. Dolor del mar. Dolor de que la vida pase sin detenerse en mi puerta. Dolor de hablar y que mis palabras queden adheridas al viento quien las dispersará por parajes inmemoriales. Dolor de ser y de no tener vocación para ser. Dolor de sobrellevar tanto amor y no poder dejarlo en parte alguna porque nadie quiere recibirlo».
Alejandra Pizarnik | Diarios.
«Dor. Dor de ser. Dor de amar e de não ser amada. Dor da noite acariciando meus cabelos. Dor do mar. Dor da vida passar sem parar na minha porta. Dor de falar e que minhas palavras fiquem ligadas ao vento quem as espalhará por lugares imemoriais. Dor de ser e de não ter vocação para ser. Dor de lidar com tanto amor e não poder deixá-lo em lugar algum porque ninguém quer recebê-lo.
segunda-feira, 20 de novembro de 2023
«Cada cual se forja su mundo. Mi mundo es esta habitación. Fuera de ella está lo desconocido, lo indiferente, que no tengo deseos de explorar. Acá es donde siento la limitación. Acá es donde veo lo vano de los esfuerzos humanos. De pronto, me asalta la idea de vivir. Me pregunto si vivo. No sé qué es vivir. Además, al estar acá, respondo a mis necesidades. Necesito de esta soledad llena de libros, de música, de humo y café. ¡Vivir! Supongo que «vivir la vida» significa gozarla. Pues mi goce es este.»
— Alejandra Pizarnik | Diarios
Cada qual forja o seu mundo. Meu mundo é este quarto. Fora dela está o desconhecido, o indiferente, que não tenho vontade de explorar. Aqui é onde eu sinto a limitação. É aqui que eu vejo o vão dos esforços humanos. De repente, a ideia de viver me agrediu. Será que estou vivo? Não sei o que é viver. Além disso, ao estar aqui, respondo às minhas necessidades. Preciso dessa solidão cheia de livros, música, fumaça e café. Viver! Acho que "viver a vida" significa desfrutá-la. Pois a minha alegria é esta.
domingo, 12 de novembro de 2023
«Pero cuando vea al mar. Cuando contemple sus extrañas olas que danzan y arrojan espuma. Yo veré el mar. Un verde infinito perfumará mis ojos. El mar. El mar y su tiempo preñado de pequeños tiempos, y su canto caído del infierno, su humilde reconciliación de tierra y cielo. Mon Dieu… Y cómo me desnudarán las aguas, y cómo me acariciarán. El mar. El mar o la salvación. El mar y su retorno a sí mismo, a un sí mismo que no es mar, que no es nada».
Alejandra Pizarnik - Diarios
quarta-feira, 18 de outubro de 2023
sábado, 19 de agosto de 2023
Lloré porque jamás conoceré el encanto de la comunicación plena. Lloré porque la llave que abrió la puerta indicó un claustro (¡el anhelado encierro junto a los libros! ¡La soledad infinita!). ¡Sí! Lloré porque terminó la farsa. ¡Abajo las máscaras! Éste es tu lugar, Alejandra, y jamás saldrás de aquí. Éste es tu lugar, junto a Rimbaud y Nerval. ¡Junto a Vallejo! Junto a los adorados seres inexistentes que jamás te desilusionarán y a los que nunca cansarás con tus andares de neurótica mundana.
🖋️ Alejandra Pizarnik | Diarios.
Chorei porque nunca vou conhecer o encanto da comunicação plena. Chorei porque a chave que abriu a porta indicou um claustro (o tão desejado trancamento junto aos livros! Solidão infinita! ). Sim, sim! Chorei porque acabou a charada. Abaixo as máscaras! Este é o seu lugar, Alejandra, e você nunca sairá daqui. Aqui é o seu lugar, junto a Rimbaud e Nerval. Ao lado de Vallejo! Junto com os adorados seres inexistentes que nunca te desiludirão e que nunca te cansarás com os teus andares de neurótica mundana.
domingo, 13 de agosto de 2023
sexta-feira, 23 de junho de 2023
Siempre
Siempre
Cansada del estruendo mágico de las vocales
Cansada de inquirir con los ojos elevados
Cansada de la espera del yo de paso
Cansada de aquel amor que no sucedió
Cansada de mis pies que sólo saben caminar
Cansada de la insidiosa fuga de preguntas
Cansada de dormir y de no poder mirarme
Cansada de abrir la boca y beber el viento
Cansada de sostener las mismas vísceras
Cansada del mar indiferente a mis angustias
¡Cansada de Dios! ¡Cansada de Dios!
Cansada por fin de las muertes de turno
a la espera de la hermana mayor
la otra la gran muerte
dulce morada para tanto cansancio.
La tierra más ajena, de editorial Botella al mar.
Alejandra Pizarnik
domingo, 4 de junho de 2023
sábado, 3 de junho de 2023
sábado, 17 de dezembro de 2022
NESTA NOITE, NESTE MUNDO
Nesta noite neste mundo
as palavras do sonho da infância da morte
nunca é isso o que queremos dizer
a língua natal castra
a língua é um órgão de conhecimento
do fracasso de todo o poema
castrado pela sua própria língua
que é o órgão da re-criação
do re-conhecimento
mas não é o da re-surreição
de algo parecido com negação
do meu horizonte de maldoror com o seu cão
e nada é promessa
entre o dizível
que equivale a mentir
(todo o que se pode dizer é mentira)
o resto é silêncio
só que o silêncio não existe
não
as palavras
não fazem o amor
fazem a ausência
se digo água, beberei?
se digo pão, comerei?
nesta noite neste mundo
extraordinário silêncio o desta noite
o que se passa com a alma é que não se vê
o que se passa com a mente é que não se vê
o que se passa com o espírito é que não se vê
de onde vem esta conspiração de invisibilidades?
nenhuma palavra é visível
sombras
recintos viscosos onde se esconde
a pedra da loucura
corredores escuros
eu os percorri a todos
oh fica um pouco mais conosco!
minha pessoa está ferida
minha primeira pessoa do singular
escrevo como quem sacou uma faca na escuridão
escrevo como estou dizendo
a sinceridade absoluta continuaria sendo
o impossível
oh fica um pouco mais conosco!
as degenerações das palavras
desabitando o palácio da linguagem
o conhecimento entre as pernas
que fizeste do dom do sexo?
oh meus mortos
eu os comi e me engasguei
não posso mais de não poder mais
palavras dissimuladas
tudo se desliza
para a negra liquefação
e o cão de maldoror
nesta noite neste mundo
onde tudo é possível
salvo
o poema
falo
sabendo que não se trata disso
sempre não se trata disso
oh ajuda-me a escrever o poema mais desnecessário
que não sirva nem para
ser imprestável
ajuda-me a escrever palavras
Alejandra Pizarnik
sábado, 28 de maio de 2022
Só a sede
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| Ly Hoang Long |
apenas a sede
o silêncio
nenhum encontro
te cuida comigo, meu amor
cuidado com a silenciosa no deserto
a viajante de copo vazio
e a sombra de sua sombra
.:.
solo la sed
el silencio
ningún encuentro
cuídate de mí amor mío
cuídate de la silenciosa en el desierto
de la viejera con el vaso vacío
y de la sombra de su sombra
Alejandra Pizarnik
sexta-feira, 6 de maio de 2022
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| Delphin Enjolras |
Ven a mí, ahora que nadie nos ve, ahora que lo verde de este maléfico jardín entró en la austeridad anónima de una noche de verano.
Ven a mí: si vienes, las estrellas seguirán siéndolo, la luna no se cambiará con colores ultrajantes ni habrá metamorfosis dañinas.
Nadie verá que tú vienes a mí, ni siquiera yo, pues yo ya estoy muy lejos, yo ya estoy en otro mundo, amándote con una furia que no imaginas...
Alejandra Pizarnik
Enamórate de mi lado oscuro
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| Annick Bouvattier |
Enamórate de mi lado oscuro,
de mi lado malvado,
del lado que nadie le gusta,
porque del otro lado
cualquiera se enamora.
Enamórate de mis malos momentos,
de mis inseguridades y mis defectos,
de mis caprichos y mis tonterías,
porque de mi lado brillante y seductor
cualquiera se enamora.
Enamórate de mi inmadurez,
de mi tozudez y mi impaciencia,
de mi parte salvaje e imprevisible,
porque de mi lado pasional e irresistible,
cualquiera se enamora.
Enamórate de mi locura,
porque de mi lado sereno,
ya te has enamorado.
Alejandra Pizarnik
*
Apaixone-se pelo meu lado negro,
Do meu lado malvado,
Do lado que ninguém gosta,
Porque do outro lado
Qualquer um se apaixona.
Apaixone-se por meus maus momentos,
Das minhas inseguranças e dos meus defeitos,
Dos meus caprichos e das minhas tolices,
Porque do meu lado brilhante e sedutor
Qualquer um se apaixona.
Apaixone-se pela minha imaturidade,
Da minha teimosia e da minha impaciência,
Da minha parte selvagem e imprevisível,
Porque do meu lado apaixonado e irresistível,
Qualquer um se apaixona.
Apaixone-se pela minha loucura,
Porque do meu lado sereno,
Já te apaixonaste.
Alejandra Pizarnik


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