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sábado, 13 de abril de 2024

Sensibilidade




Meu coração

É um quarto de espelhos,

Que reflete e multiplica

Infinitamente,

Uma impressão.


É como o eco

Dos longos corredores desertos,

Que repete e amplifica,

Misteriosamente,

Uma palavra.


É como um frasco de perfume raro

Que guardou,

Para sempre,

Um leve aroma da essência que encerrou.


Helena Kolody

#art #painting Francine-Van-Hove

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Sensibilidade



Meu coração,

É um quarto de espelhos,

Que reflete e multiplica,

Infinitamente,

Uma impressão.


É como o eco

Dos longos corredores desertos,

Que repete e amplifica,

Misteriosamente,

Uma palavra.


É como um frasco de perfume raro

Que guardou,

Para sempre,

Um leve aroma da essência que encerrou.


Helena Kolody

#art: andrew ferez

domingo, 8 de agosto de 2021

Sensibilidade

Francine-Van-Hove


Meu coração

É um quarto de espelhos,

Que reflete e multiplica

Infinitamente,

Uma impressão.


É como o eco

Dos longos corredores desertos,

Que repete e amplifica,

Misteriosamente,

Uma palavra.


É como um frasco de perfume raro

Que guardou,

Para sempre,

Um leve aroma da essência que encerrou.


Helena Kolody

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

meditative-rose-by-salvador-dali

 
Violentos vendavais de todos os quadrantes

Quebraram o equilíbrio estável da existência.

O tufão apagou os antigos roteiros.


A humanidade, indecisa e assombrada,

Após a caminhada milenária,

Encontrou-se, outra vez, no ponto de partida.


O homem sofreu no coração da tempestade.


Aprendeu, na angústia que o tempera,

A superar o imperativo transitório.


Transfigurou a vida e alegrou-se no eterno.


Helena Kolody

sábado, 28 de dezembro de 2013

 Gun Legler


Os que são raízes
amam as profundezas.
Crescem em segredo
em busca de fontes.

Os que são asas inquietas
anseiam amplidões.
Desenham signos de voo
no azul do sonho infinito


Helena Kolody

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Longe



Às vezes,
tudo é tão longe em mim...
Meu viver parece uma história
que alguém sonhou
há muito tempo,
num país distante. 


Helena Kolody
in "viagem no espelho"

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sensibilidade

andrew ferez


Meu coração,
É um quarto de espelhos,
Que reflete e multiplica,
Infinitamente,
Uma impressão.

É como o eco
Dos longos corredores desertos,
Que repete e amplifica,
Misteriosamente,
Uma palavra.

É como um frasco de perfume raro
Que guardou,
Para sempre,
Um leve aroma da essência que encerrou.


Helena Kolody, in Infinito Presente

quarta-feira, 8 de maio de 2013



É um quarto de espelhos, 
Que reflete e multiplica, 
Infinitamente, 
Uma impressão. 

É como o eco 
Dos longos corredores desertos, 
Que repete e amplifica, 
Misteriosamente, 
Uma palavra. 

É como um frasco de perfume raro 
Que guardou, 
Para sempre, 
Um leve aroma da essência que encerrou. 


Helena Kolody

sábado, 29 de setembro de 2012




Mentira que as rosas ferem
Rosas são de veludo.
São da roseira, os espinhos.


Helena Kolody

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Ternura-Menina

stas gordienko



Saudade,
ternura-menina,
lua cheia sobre o mar.

Navego no seu quebranto,
sem vontade de voltar.



Helena Kolody

quarta-feira, 30 de março de 2011

Sonhar

Anny Maddock.


Sonhar é transportar-se em asas de ouro e aço
Aos páramos azuis da luz e da harmonia;
É ambicionar o céu; é dominar o espaço,
Num vôo poderoso e audaz da fantasia.

Fugir ao mundo vil, tão vil que, sem cansaço,
Engana, e menospreza, e zomba, e calunia;
Encastelar-se, enfim, no deslumbrante paço
De um sonho puro e bom, de paz e de alegria.

É ver no lago um mar, nas nuvens um castelo,
Na luz de um pirilampo um sol pequeno e belo;
É alçar, constantemente, o olhar ao céu profundo.

Sonhar é ter um grande ideal na inglória lida:
Tão grande que não cabe inteiro nesta vida,
Tão puro que não vive em plagas deste mundo.


Helena Kolody

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Hoje



Violentos vendavais de todos os quadrantes
Quebraram o equilíbrio estável da existência.
O tufão apagou os antigos roteiros.
A humanidade, indecisa e assombrada,
Após a caminhada milenária,
Encontrou-se, outra vez, no ponto de partida.
O homem sofreu no coração da tempestade.
Aprendeu, na angústia que o tempera,
A superar o imperativo transitório.
Transfigurou a vida e alegrou-se no eterno.


Helena Kolody, do livro “Vida breve”

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Para a appassionata

Nocturne - dorina costras


 Vivo como se dormisse 
A sonhar contigo 
Para sempre.

 O mundo é um rumor longínquo
 De mar em ressaca 
A quebrar-se nas amuradas 
Do meu castelo sem pontes.


  Helena Kolody