sexta-feira, 1 de junho de 2012

Estâncias



Já me reprovaram e volto sempre 
Aos primeiros sentimentos que nasceram comigo; 
Deixo de correr atrás do ouro e do conhecimento, 
Para sonhar apenas com maravilhas impossíveis. 

Mas hoje, 
Não descerei mais ao império das sombras; 
Tenho medo de sua frágil e decepcionante 
Imensidão, 
E meu sonho, povoado com legiões inumeráveis, 
Torna esse mundo sem forma estranhamente próximo. 

 Caminharei, 
E ficarão para trás as antigas veredas 
Do heroísmo, 
E os caminhos já exaustos da 
Moralidade, 
E o imprevisto aglomerado de faces obscuras, 
Ídolos em bruma de um passado já longínquo. 


 Caminharei, 
Onde só agradar a minha alma caminhar, 
(não posso suportar a escolha de outro guia) 
Onde os rebanhos se acinzentam 
 No verde das campinas 
Onde o vento alucinado vergasta o flanco das 
Montanhas. 

 Que pode revelar a montanha solitária? 
Nada exprime sua glória e sua dor. 

 Minha alma dormia,quando a terra despertou, 
E o círculo do céu ao círculo da terra, 
Confundindo-se, ao mundo deram nascimento.


Emily Brontë