sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Psicoterapia Oriental & Ocidental - Alan Wilson Watts
Alan Wilson Watts - teólogo e filósofo, estudou sistematicamente o budismo, o vedanta, o taoísmo, principalmente como técnicas de libertação do homem da tirania do ego, que, segundo ele, age de fora, como instituição social que é.
Compara os caminhos orientais com as disciplinas ocidentais da psicologia, mais específicamente com a psicoterapia.
Para watts "o homem é importante na medida em que ele é coletividade. A sociedade é mais importante que o indivíduo, na medida em que o indivíuo toma consciência de que a sociedade precisa tanto dele como ele precisa da sociedade."
Uma das causas mais frequentes de angústia, segundo watts, situa-se no velho dilema da imagem que cada um faz de si, quando os outros, captam de nós várias outras imagens, antagônicas e contraditórias, e o que é mais grave é que a própria imagem nossa está influenciada pelas várias que os outros fazem de nós.
Watts sugere a libertação da humanidade de uma noção de bem e mal, que, se por um lado, contribui para manter o chamado equilíbrio social, é causa precípua de quase toda sorte de desequilíbrios a que está exposto o indivíduo. As religiões, por sua dogmática inibidora e por sua autoridade repressora, estariam sendo menos proveitosas do que danosas ao homem e que, muitas vezes, a idéia de dar ao homem uma nova concepção de vida desagrada ao próprio homem. Ele é escravo da tradição e se insurge com intolerância à simples insinuação de ter de modificar os hábitos, independentemente da classe a que pertença.
Da ecologia, ciência, às formas de discrimaçao que isolam os homens nos planos econômico, ideológico, racial e religioso, Watts sugere-nos o suporte necessário à longa viagem que leva aos caminhos da libertação.
Um livro um pouco complexo, mas inteligível.